sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Na minha situação é como se o "recomeço" me encolerizasse.
E na menor das circunstâncias, eu surto.

domingo, 15 de novembro de 2009

E é entre suspiros cada vez mais ofegantes que me despeço,
ou o infinito chegou ao seu triunfal fim, ou sou eu, sou eu percorrendo tudo que já vi, menti, senti, outra vez.
A vida se tornou tão própria e única a mim, que me exita só ouvir as mentiras, porque as verdades, já me cansaram os ouvidos. Das verdades já me despi. Das verdades.
O ego já te tirou do sossego, o egoísmo já te fuzilou por dentro, por inteiro.
Sobrou os cacos, os cacos que eu procurei, achei, mas não quis colar, não quis juntar.
Não quis te amar.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Dá agonia, e não para, como meus versos de amor.
Agora ficou tudo para mim. Com um ar egoísta.
Egocêntrico.
Aquela madrugada juntos, tomei um café só para não dormir.
A cafeína me exita. Acendi um cigarro.
Senti a velha sensação de ter-te.

Aquela falta exacerbada...
Acendi mais um cigarro...
A cafeína não mais me exitou, estou com sono, me dá sono.

Termine a merda da sua cerveja e vá embora.
Disse ele, disse eu.
Fui dormir e só acordei uma semana depois.
Como um fato desconhecido... como alguém ignoto ao meu olhar.

Esqueci.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



Os meus sapatos estão gastos de tanto percorrer as ruas sem tropeçar em você. Deixe-me suas linhas, eu irei apaga-las, e ninguém mais saberá que uma pessoa tão bonita como você, sofre, por medo. Se está seguro, não me perderá, nem que chova em outros dias, como hoje, meu bem.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Me perco com a cabeça, as mãos e o coração (do qual perdi há tempos).
Me perco no tempo e na saudade.
E agora o som do violão imita a melodia mal feita que você inventou, imita a mórbida sensação de solidão. A solidão compartilhada.
Eu disse que preferia dormir nua, pois só à noite, naquele som do silêncio quebrado com os suspiros, consigo me sentir livre... E livre posso pensar, e apenas pensar que te tenho em mãos. Te tenho com o poder e o suspiro de sentir-te... Escorreguei, senti calafrios e finalmente por dentro dos lençois pude ter a liberdade. Santa chuva que hoje caiu, santa secura dentro de ti e que se abriu em mim.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ás vezes queria ser menos ansiosa e anelante. Queria poder ver os pássaros voando sem imaginar o pouso calmoso, contraditoriamente. Medir as palavras e não me enganar tanto quanto tenho ilusoriamente feito, em quase todos os sentidos.Tenho me enganado tanto, e corrido contra o tempo-pensamento-sentimento.Não vejo graça e nem ação além de acordar e dormir.

sábado, 19 de julho de 2008


Deito as mãos à cabeça
Cabeça sólida
Cabeça asna, asna sou eu
De cabeça naufragada em minhas asneiras particulares
no meio das minhas mãos, vejo as linhas turbulentas e lentas e lentas
elas se perdem, se derrubam em meio aos olhares fúnebres

Retenho-me e me acuso
derreteste toda a minha fartura
as palavras, as lástimas, a satisfação,
se foram...
Sobrou apenas as partes distorcidas do crânio

Para que serve a cabeça para além
dos cabelos lisos, ondulados, crespos, negros
penteados , curtos ou assim-assim?
Não me interessa

Pensar? Nem pensar…

quinta-feira, 10 de julho de 2008


sentia teu corpo, sua barba roçava em minha pele, os narizes se amassavam de tanto ardor,

eu gritava por dentro, ficava surda, exaltada... queria me gabar, queria me sufocar em teu corpo mais uma vez, mais uma e mais duas.

pensava te ter naquele momento e pelo resto de meus dias, meu corpo suplicava por mais, mais entranhas tuas.

pedia que me calasse, as suas mãos suadas em meus lábios ensebados, olhando em meus olhos, que agora, brilhavam de jovialidade...

teu corpo me dizia cale-se.
e assim que se sucedeu o meu último suspiro.
cale-se, por favor.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

uma estrábica olhando pra ti
eu, sempre eu
é assim, não é?!
mas não da mesma forma, da mesma cor
do mesmo cheiro
aquele olhar escuro, aquele sorriso pequeno pequenino
o jeito delicado
e aquela voz, ah...
e um medo de gostar mais.